quarta-feira, 13 de abril de 2011

O dia de aniversário


Pra passar o dia de aniversário cada um tem uma receita. Alguns ficam depressivos por que sabem que estão ficando mais velhos, outros só querem saber de dá lucro para as cervejarias. Tem gente que faz mil promessas depois de ler um livro de autoajuda, dependendo da autoestima o efeito pode durar até a meia noite. Existe o time dos reflexivos que só querem passar o dia pensando e fazendo um balanço da vida. Não recomendo fazer isso, a falta de dinheiro, saúde, beleza e amor é massacrante e pode te fazer ler um livro do Paulo Coelho, não pior, do Augusto Cury! Trágico!

O dia de aniversário, para alguns, desperta o amar a si próprio. Balela, como escreveu Luiz Felipe Pondé (adoro, esse eu recomendo): "todo mundo tem baixa autoestima por razões óbvias: falta de grana, de afeto, de saúde. E corpo e alma são feitos de grana, afeto e saúde". Precisa complento?


Existem as madames, que fazem um festão para um bando de gente chata que finge ser socialmente responsável, mas gosta mesmo é de faturar. E do que as madames gostam no dia do aniversário? Aparecer em alguma coluna de jornal. (tenho um nome na ponta da língua, mas não vou dizer, olha a responsabilidade jurídica)

E eu nasci no dia só do beijo. Se eu tivesse segurado um pouco mais tinha nascido no dia do orgasmo. Trágico. Deixa pra próxima encarnação! Se bem que se eu tivesse nascido em outro dia (não faço a menor ideia de qual seja o dia do orgasmo, estou com preguiça de ir no Google, mas acho que estou perdoado, afinal hoje é meu aniversário) eu não seria ariano. Trágico! Seria lamentável! Signo faz uma enorme diferença na vida da gente!
E o que as bichas fazem no dia do aniversário? Não sei, sabia. Talvez vão pra ahhhhh não vou fazer propaganda! Eu queria ser cabelereiro, já te disse isso?! Mas eu não nasci travesti. Trágico!

E o que os pobres fazem no dia do aniversário? Dormem pra esquecer a fome? Agradecem por ter sobrevivido por mais um ano? Ah  me desculpe, esqueci do politicamente correto: ser pobre é bom e dinheiro não traz felicidade! Am ram, então tá - parafraseando a estrela Vanessão.
Eu nasci no dia 13, ichiiii número de azar! Aí me perguntaram: qual foi o azar da minha mãe no dia 13 DE ABRIL DE 1992. Eu não soube responder, não faço a menor ideia!

Como eu disse no começo, cada um tem sua receita pra passar o dia do aniversário . Eu tenho a minha - e não é parecida com a do Berlusconi não, juro, não vou fazer nenhuma orgia, sei que a titia Bete vai se zangar, sorry). Acho que a melhor receita vem com o tempo e não pode ser previsível e muito combinado. Tudo que é natural e de surpresa é bem melhor. Vou indo, vou ficando mais velho, tchau!

Dos caminhos que podemos voltar ou não


Em seu aniversário de trinta anos ela sentia uma angustia enorme. Achava que não tinha aproveitado nada de sua vida. A infância, que dizem ser a melhor fase na vida de qualquer pessoa, foi passada em um colégio interno. Na adolescência, a fase das incertezas, seu futuro já tinha sido traçado por seus pais: devia estudar Direito. Ela não fez nada que os jovens costumam fazer: não bebeu, nunca usou nenhuma droga ilícita, transava muito raramente, nunca matou aula, nunca seus pais foram chamados na escola. O peso de chegar aos trinta anos e sentir que nada foi feito lhe provocou uma das piores sensações que um ser humano pode sentir: a de sua vida não está sendo aproveitada.
Por isso, no dia de seu aniversário não teve nenhuma festa, ela preferiu caminhar pelas ruas da cidade para pensar sobre sua vida e descobrir qual caminho seguir a partir daquela data. Algo deveria ser mudado em sua vida, isso ela tinha certeza, e decidiu fazer acontecer.
Uma mulher bonita e que aparentava fragilidade logo despertou o interesse de Allan, um malandro que sempre andava atrás de uma mulher carente para lhe aplicar um golpe. Ele não perdeu tempo, sentou ao seu lado e puxou conversa:
           Boa noite, o que uma mulher fina como você está fazendo sozinha nessa noite fria?
           Não sei o que eu estou fazendo, nem o que devo fazer.
Passaram ali mais de uma hora, ela filosofando sobre a vida e ele tentando se mostrar inteligente e buscando a confiança daquela mulher.
Allan conseguiu levá-la para uma boate que tocava músicas dos anos 80, ela é fã dessa época, chegou a fazer uma pesquisa profunda da década perdida para escrever uma peça de teatro. Sim, quando se cansava do Direito, ela procurava fazer atividades artísticas.

Highway to the danger zone 
I'll take you
Right into the danger zone

Caminho para a zona de perigo
Eu levarei você
diretamente até a zona de perigo

Dizia a letra da música.
Ela estava encantada com a sensibilidade daquele homem. Ele conseguia entendê-la perfeitamente, achava.
Depois da boate foram até um motel, Clarisse, como ela se chamava, nunca tinha traído o marido, mas também nunca tivera um orgasmo com ele, e aquele homem a atraia fortemente, não só por sua beleza, mas por ele entendê-la. Acho que isso é que as pessoas buscam hoje em dia, alguém que as compreendam.
Tiveram uma grande noite de amor. Ele jurou amor eterno. Ela já planejava sua separação.
E assim o foi. O casamento de 5 anos acabou, de repente, por causa de Allan.
O sonho durou um ano, o tempo que Allan precisou para conseguir roubar todos os bens de Clarisse. Três dias depois ela se matou com um tiro na nuca.

*Texto ficcional

domingo, 10 de abril de 2011

Ficar...

Parafraseando o Calypso, "pra me conquistar você tem que suar, pra me conquistar você tem que balançar"

Acho que eu não deveria ter nascido no século XXI, às vezes sou muito retrógrado e antiquado. Nasci na época em que o beijo foi banalizado, ou pelo menos não significa a mesma coisa que antes. Obvio que eu defendo o direito de uma pessoa beijar quantas vezes quiser e com quantas pessoas achar melhor. Mas não me presto a esse papel. E eu me pergunto: sou atrasado ou sou esnobe?

Prefiro ficar no primeiro adjetivo, não que o segundo seja totalmente inválido, já que costumo ser criterioso na hora da seleção (se bem que padrão em algumas vezes se flexibiliza ao sabor do momento). Inteligência é o primeiro quesito que figura na lista. Futilidade é uma coisa boa, mas não toda hora (pessoas assim, só são boas na cama, e sobre Madonna!, e apenas em algumas vezes por que elas se preocupam mais no seu prazer e na performance da força - que não significar prazer na maioria dos casos). Mas inteligência deve está acompanhada de bom humor. Pessoas que se vanglorizam por se acharem cultas são mal amadas, literalmente. E ainda por cima são péssimas na cama por que geralmente não fazem isso, não fazem aquilo. Além de tudo são depressivas de mais, e eu odeio gente fraca.

Já que falei em fraca, vou para o próximo quesito que é justamente esse, gosto de pessoas fortes, aquelas que tem o ar de Muralha da China. Devo confessar que gosto de gente de classe, daquelas que comem ovo, mas não descem do salto. É um perfil do meu estirpe.

Mas vou deixar meus gostos pra lá. Acho que já me perdi e enveredei para outra discursão. Afinal, queria dizer com esse texto que sou atrasado, não esnobe, ou melhor, criterioso. Observo que hoje a quantidade está massacrando a qualidade. E se me permitem mais uma qualidade que eu gosto (só mais uma, juro) é a maturidade...como ia dizendo...pegar 10 pessoas virou a sensação, pra isso eu digo: não pego uma sem qualidade, imagine 10. É como comer chuchu 10 vezes, não tem gosto de nada, apesar da quantidade.

Mas como já falei defendo a total liberdade. Vai ver que além de atrasado, sou mal amado. Talvez seja isso. Ser inteligente, bem-humorado, forte, independente e maduro (modéstia parte), de certa forma causa estranheza. Porém, sobre isso digo com veemência: antes isso, do que perceber, em algum momento da vida, que não fui eu mesmo. É a anistia para quem beija mil em uma noite, se isso for da sua personalidade, vá em frente, quem atrás vem gente, pelo menos 10, a espera de beijos!

Cafajeste à la Sérgio K.




Fotos da campanha Fall 2011 de Sérgio K.

Depois de fazer um ensaio HOT com uma stripper, a ponto de precisar alerta de conteúdo impróprio para menores de idade, Sérgio K., um dos novos nomes da moda masculina brasileira, investiu no jeitão cafajeste do modelo David Gandy - que já mostrou tudo para uma campanha de cuecas da grife Dolce & Gabanna, para a sua coleção outono/inverno.
Sérgio cursou Relações Internacionais, mas desde criança já mexia em seus sapatos. Foi fazendo sapato à mão que Sérgio começou sua carreira. Com o sucesso, logo começou a desenhar roupas e acessórios.
Sérgio foi um estilista que ascendeu rapidamente e foi convidado para integrar a Abest, Associação Brasileira de Estilistas, em 2008.
Sua campanha Fall 2011, feita por Terry Richardson, trouxe mais uma vez a sensualidade em alta. David Gandy aparece com cara de mau, mostrando que Sérgio aposta numa tendência de homem mais masculino, digamos. Seu lookbook, no entanto, abusa também do colorido, mas sem chegar no Restart. O estilo de Sérgio K. pode ser definido como elegante cool. Quem ficou interessado, há shop online com preço médio de R$ 120 para as camisetas e R$ 280 para pólos e camisas. www.sergiok.com.br

100 dias de Dilma, quem?

Dilma no Mais Você com Ana Maria Bragra

Hoje (10/04), domingo, não faltaram análises nos principais jornais do país sobre os 100 dias de Dilma a frente do Palácio do Planalto. Gustavo Patu da Folha de S. Paulo escreveu, por exemplo, “a inovação mais evidente de seus primeiros cem dias no Planalto foi o quase silêncio, em contraste com os discursos inflamados e praticamente diários de seu antecessor e padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva”. Isso é inovação ou apenas uma questão de personalidade? Quer saber, para mim isso não foi nenhuma grande novidade. Dilma não tem perfil de política, eleitoralmente foi inventada.

Dilma é extremamente desajeitada no vídeo. Seu rosto sempre está com aquela expressão sem grassa, como se estivesse odiando posar para fotos e apertar as mãos de Chefes de Estado. Deixando a aparência da presidenta, ou presidente como alguns, sobretudo jornais, ainda insistem em chamá-la, se alguém perguntar sobre a minha avaliação desses 100 dias de Dilma, eu sinceramente não sei. Devo responder: “sei lá”.

A melhor frase para expressar Dilma Rousseff é, justamente, essa: “não faço a menor ideia de quem ela seja”. Dilma, para mim, ainda é uma incógnita, difícil de ser equacionada. E isso se deve pelo fato de não termos acompanhado uma carreira política da senhora Rousseff. Em todo caso, ainda soa com falsidade os choros da presidenta. E como ela tem chorado! E a Dilma cozinhando no Mais Você? Sem comentários!

Contabilizando o orgasmo feminino


Orgasmo feminino, tão dificil quanto morder e assopar ao mesmo tempo, político honesto e homem 100% hetero...brincadeiras a parte, uma pesquisa divulgada pelo site Sweetlicious põe em número tudo o que você queria saber sobre orgasmo feminino, mas nunca conseguiu “contabilizar”. Olha aí:

• 75% das mulheres precisam de estímulo no clitóris e não conseguem ter orgasmo via sexo tradicional;
• 1 orgasmo por dia mantém o médico longe;
• Um pesquisa com homens e mulheres mostrou que eles (75,2%) sabem melhor onde fica o clitóris do que elas (70,8%). Tá na hora das portadoras de vagina conhecerem melhor o seu próprio corpo. Espelho ajuda;
• Outra pesquisa mostrou que os problemas com o orgasmo (ou a falta dele) são de ordem psicológica para 90% das mulheres (foram 2 mil entrevistadas);
• 67% das mulheres fingem um orgasmo. Isso me faz pensar: fingem porque estão cansadas, porque querem terminar o serviço mais rápido ou porque o parceiro não é capaz de satisfazê-las efetivamente?
• As áreas mais sensíveis do corpo são, na ordem decrescente: clitóris, vagina, seios, cabeça e pescoço, costas e ombros, bumbum e pernas e pé.
• 27% das mulheres disseram que nunca chegam ao orgasmo com sexo por penetração; e 30,3% não chegam nem se estimulando.
• Em 2009, uma pesquisa da Universidade de Kansas mostrou que 25% dos homens já fingiram orgasmo. Reflexão: a camisinha está ajudando essa rapaziada a mentir! Mas, se elas podem, por que eles não poderiam? É a democracia entre quatro paredes!

A TV digital no Brasil



Às oito e meia da noite do dia 02 de dezembro de 2007, um domingo, os brasileiros mais desavisados que assistiam a alguma emissora de TV aberta foram surpreendidos com o corte na programação. De repente, surge a imagem de uma cerimônia. Não adiantou mudar de canal, todos estavam transmitindo essa cerimônia - que contava com nomes de peso da política e do empresariado de mídia.
           Após um clipe com imagens de todos os canais, surge o então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciando, apesar das falhas do teleprompter, o motivo daquele cerimonial. Tratava-se do lançamento da TV Digital no Brasil, a priori em São Paulo.
A polêmica da TV Digital começou muito antes do dia 2, e não se tratava da exclusão da Gazeta e da MTV da cerimônia de lançamento. A escolha de qual formato aderir gerou certos atritos. Em 2006, saiu o anúncio oficial, importaríamos a tecnologia do Japão. Alguns especialistas contra, alegaram que a escolha deixaria o conversor muito caro, e assim o foi. O governo garantiu que eles saíram por, em média, R$ 200. Chegou às lojas por R$500.
O motivo do preço caro é a falta de escala industrial, já que os investimentos de empresas japonesas não vieram, nem nossos vizinhos aderiram ao padrão escolhido, o que não permitiria produção em grande escala, barateando os produtos aos consumidores. E mais, além de optarmos pelo parceiro de menor mercado, o Japão, descartando o padrão europeu e o americano, o Brasil ainda decidiu incorporar elementos nacionais. Isso torna a tecnologia adotada no Brasil híbrida. Só serve aqui.
Assim, o conversor brasileiro está caro porque falta escala industrial. Defensora da tecnologia européia, a coalização DVB Brasil estima que, para ser competitivo no mundo atual, um produto de alta tecnologia tem que ocupar pelo menos 15% do mercado global. Segundo a coalização, o Brasil representa 2,8% da população mundial. Mesmo que conquiste para seu padrão os países que ainda não optaram por nenhuma tecnologia, terá só 6,5% do mercado internacional.
No Piauí, a TV digital foi lançada em março de 2009, um pouco mais de um ano e meio depois da chegada em São Paulo. Segundo a própria Cidade Verde, primeira emissora piauiense a disponibilizar o sinal digital, ela foi a 2ª no nordeste, 12ª no país, além de ser a primeira afiliada do SBT a ter o sistema digital.
Passados um pouco mais de três anos, a TV digital ainda não funciona na totalidade em que o governo e as emissoras anunciaram. A Globo, maior do país, ainda está longe de ter sua programação toda em HD. A tão sonhada interatividade ainda não é possível. Fazer compras pela TV ainda parece algo futurista.