Em janeiro, li um livro intitulado “Rico sem dinheiro” que propõem, pelo o que eu entendi, o fim do apego excessivo ao dinheiro – e achar que ele é sinônimo de felicidade. Sem dúvida, poder relaxar vários dias num SPA, comer o que tiver em mente, estar sempre na moda, não é ser feliz, é ser super feliz. Alguém discorda? Sim, há sempre um politicamente correto (e mentiroso) para discordar de coisa tão obvia. Como odeio pessoas assim!
E por falar em comida, o autor do livro, o alemão Alexander Von Schonburg, afirma que os pratos servidos nesses restaurantes chiques são uma porcaria. Esses grandes chefes de cozinha inventam coisas inimagináveis, pratos que parecem ser ração de marciano. Alguns menus, nem cachorro come. Ou melhor, sempre tem alguma madame que finge gostar dessas comidas horríveis...que sente orgasmos transando com o marido político - que finge em alguma Câmara Legislativa espalhada por esse país que defende os valores cristãos, mas gosta mesmo é de uma puta, e nem precisa ser fina. Voltando ao assunto comer (no sentido literal desse verbo - achei preciso esclarecer isso para evitar ambigüidade, já que estávamos falando de putas), existem pessoas que passam a vida comendo comidas sem graça. Estou falando de saladas, vegetais e verduras. Que gosto tem chuchu? Mas os politicamente corretos vão falar que tudo isso é para poupar a vida de milhões de animais. Antes eles do que eu!
Uma coisa eu concordo com o autor: não precisa pagar caro em roupas de marca – que muitas vezes não se diferencia em nada (sonegação de impostos) das que estão à venda no shopping da cidade. Ah!, um segredo: a dona dessa loja que sonega impostos é a mesma que não come carne para parecer politicamente correta! – para andar bem arrumado. Porém não recomendo as roupas do shopping da cidade, nunca vi uma camisa bonita em um camelô, ops um vendedor de artigos populares, olha o politicamente correto! É como sempre digo, tudo é questão de ter bom gosto, ter uma cueca ou uma meia cheia de dinheiro não garante elegância.
E por falar em garantias, será que o dinheiro compra amor? Nelson Rodrigues achava que dinheiro comprava sim amor verdadeiro. Amor não sei, mas uma orgia em motel sim. Exemplo disso é o primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi, que pagava sete mil euros a “dançarina” Ruby, Arrasa Corações. Os politicamente corretos vão dizer que isso não vale a pena, pois não se trata de amor verdadeiro. Agora pergunto: o amor daquela madame que finge sentir orgasmo com o marido é verdadeiro? E o dele, o político que transa com qualquer puta que não se incomode em aguentar bafo, é verdadeiro?
O autor fala ainda dos males que o automóvel trouxe à humanidade. Eu que sou frequentador assíduo do amarelão não me incomodaria de ter um carro, e pegar um trânsito de vez em quando, ainda mais morando em Teresina, que não há congestionamentos. Esqueça, andamos longe de viver um trânsito caótico, os teresinenses inventaram que o trânsito da cidade está uma loucura só para parecer que vivem numa metrópole.
Acho que essa conversa vai longe, mas vou ficar por aqui, é que quando escrevi esse post já passava de meia noite. Vou ficar dormindo e você, quem sabe, fica fingindo que existe um lado bom de ser pobre!
Rico sem dinheiro, a arte de desfrutar o melhor da vida , Alexander Von Schonburg: preço médio R$ 25,9