Em 2010, o cantor Ricky Martin revelou sua "verdade" ao mundo. Depois de algumas frases em seu site pessoal (www.rickymartinmusic.com), Martin passou a ser um outro homem, de um outro mundo. Virou um ícone da comunidade gay. Deu inúmeras declarações favoráveis aos direitos homossexuais, e assim se tornou o que podemos chamar de ativista gay. É por isso que sua biografia foi tão esperada pelo público.
Mais do que uma simples biografia, esse livro parece ser uma váçvula de escape, e um espaço para que Ricky desenvolva sua subjetividade e, digamos, seu lado filósofo. Nessa tarefa, ele até que não se saiu tão mal, porém ele se utilizou de inúmeros clichês, como esse: "Se há uma verdade neste mundo é que o destino precisa de uma mãozinha" (pág.18). Fazendo com que sua biografia em certos momentos pareça um livro de autoajuda.
"O processo de escrever foi um turbilhão de emoções"
Como biografia, o livro também deixa a desejar. Se você espera detalhes reveladores da vida de Ricky, é melhor comprar Vida, do baterista da banda Rolling Stones! Como o próprio autor diz "não é a minha intenção compartilhar detalhes. Acredito que todos temos o direito aum certo grau de privacidade;algumas coisas guardo para mim porque são só minhas e quero que continuem assim" (pág. 15). É, só que o Kiki (segundo ele, é um apelido usado na sua vida privada) levou essa premissa muito a sério. Tanto que detalhes (os da homossexualidade, principalmente) tão imaginados e esperados ficaram de fora. Eu diria que Ricky Martin deveria ter se aberto mais (vai desculpando qualquer ambiguidade). Pelo menos é o que esperavamos.
"O amor não tem sexo. Fiquei profundamente apaixonado por um homem, assim como fiquei apaixonado por uma mulher"
Para quem não é abelhudo, o livro pode ser excelente, já que mostra a caminhada espiritual pela qual Ricky Martin passou. Além de mostrar suas experiências como defensor dos Direitos Humanos e, claro, da paternidade.
Eu: 299 páginas. Preço médio: R$27,00

Nenhum comentário:
Postar um comentário