Muito têm sido falado sobre o estilo adotado por Dilma nesses poucos dias que ela está a frente da Presidência da República. Comparações com seu criador são inevitáveis. Porém, devemos traçar comparações também com, o que parece ser, os vários estilos de Dilma. Na campanha presidencial, essa "duas caras" de Dilma ficaram nítidas, como mostra muito bem essa capa da revista Veja. Vocês ainda devem se lembrar dessa história: quando não era assumidamente candidata à presidenta, Dilma defendeu a descriminalização do aborto, já candidata ela se disse contra. Mudança de opinião? Não, casuísmo.
Águas passadas, Dilma, já como presidenta, em muito se contradiz. Nos discursos, ela adota um ar liberal, provavelmente da Dilma guerrilheira. Mas suas ações, até agora, são o que podemos chamar de conservadoras. Ela já mostrou desinteresse em promover grandes reformas, seja tributária ou política - tudo o que o país está precisando -, já que tem receio do desgaste político que pode sofrer. Deve ter aprendido com seu criador. Unir-se ao Sarney é justificável para se ter governabilidade. Pensando bem, Dilma não está fazendo nada diferente do que os políticos vêm fazendo há séculos.

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