sábado, 15 de janeiro de 2011

Inflação em alta


Isso todo mundo que frequenta os supermecados já constatou. E, realmente, a elevação dos preços dos alimentos participou decisivamente para que o IPCA (índice que mede a inflação real ao consumidor) chegasse a 5,9% em 2010 - a meta era 4,5%, com tolerância de dois pontos percentuais. No entanto, o setor de serviços não pode ser deixado de fora. Com o crescimento da economia nos últimos anos, o consumo aumentou bastante e, como se sabe, quanto tem muita demanda e pouca oferta, a inflação dispara.

Há grandes entraves que não permitem que o setor de serviços atenda a demanda crescente. Entre eles, está a falta de mão-de-obra qualificada. Para atrair os escassos trabalhadores qualificados, as empresas precisam aumentar os salários. Bom, dar para imaginar quem paga essa conta!

A triste notícia que os especialistas nos dão é que os preços dos alimentos devem continuar pressionados. Tudo por causa dos baixos estoques mundiais e os problemas climáticos. Se o aquecimento global continuar alterando as condições climáticas e derrubando as safras ao redor do mundo, as pesperctivas são muito mais que preocupantes.

A inflação é um grande desafio para Dilma e sua equipe econômica. O Banco Central já subiu a taxa de juros do país e deve aumentar ainda mais na próxima reunião do Copom, marcada para o dia 20. Mas, a política de combate à inflação de Dilma, ao que parece, não vai ser apenas elevar a taxa de juros, felizmente. O BC tomou, recentemente, outras medidas, como ações de controle de crédito, aumentando os depósitos compulsórios que os bancos são obrigados a fazer. Além disso, Dilma assinalou "veementemente" que fará cortes nos gastos públicos. Bem, mas sobre isso teremos que aguardar para vermos se tudo não passa de "marketing" de inicio de mandato. E se o enxugamento realmente acontecer nesse ano, temos que torcer para que o ânimo de mãos de tesoura de Dilma perdure pelo tempo necessário.

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